O Ministério Público Federal
(MPF) no Rio de Janeiro denunciou, nesta sexta-feira (10), o ex-governador do
Rio Sérgio Cabral, o empresário Eike Batista e mais sete pessoas (veja abaixo a
lista completa). Segundo os procuradores, a pena de Eike pode chegar a 44 anos
e a de Cabral a 50, caso eles sejam condenados em todos crimes que respondem. A
legislação brasileira, porém, limita o cumprimento de pena a 30 anos.
Eike foi denunciado por dois
crimes de corrupção ativa e um de lavagem de dinheiro. Já Cabral, por dois atos
de corrupção passiva, dois de lavagem de dinheiro, além de um de evasão de
divisas.
Agora, a Justiça vai decidir se
os denunciados viram réus por esses crimes. Eike já responde a processos por
crimes financeiros. Cabral já é réu pela Lava Jato.
Denunciados pelo MPF
- Sérgio Cabral, ex-governador do Rio: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
- Adriana Ancelmo, mulher de Cabral: corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
- Wilson Carlos, ex-secretário de Governo: corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
- Carlos Miranda, suspeito de ser operador do esquema : corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
- Eike Batista, empresário: corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
- Flávio Godinho, ex-sócio de Eike: corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
- Luiz Arthur Andrade Correia: lavagem de dinheiro;
- Renato Chebar, operador financeiro: lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
- Marcelo Chebar, operador financeiro: lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
Na última quarta (8), a Polícia
Federal tinha indiciado 12 pessoas na Operação Eficiência. Mas nem todas elas
foram denunciadas pelo MPF. Entre as que ficaram de fora, estão os operadores
Luiz Carlos Bezerra e Sérgio de Castro Oliveira, a ex-mulher de Cabral, Susana
Neves Cabral, e o irmão de Cabral, Mauricio de Oliveira Cabral Santos.
As investigações continuam e mais
pessoas ou crimes ainda podem ser denunciados pelo MPF.
O que diz a denúncia
O MPF investiga dois pagamentos
suspeitos feitos por Eike Batista ao ex-governador. O primeiro deles, de US$
16,5 milhões, se refere a um contrato falso de intermediação da compra de uma
mina de ouro. Outro, revelado nesta sexta, seria de R$ 1 milhão a ex-primeira
dama e mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo. O escritório de advocacia dela
teria recebido a propina numa simulação de prestação de serviços através da
EBX, uma das empresas do conglomerado do empresário.
De acordo com os procuradores,
ainda não é possível dizer quais negócios de Eike foram favorecidos por causa
dos repasses ao grupo do ex-governador.
G1
MPF-RJ PEDE A PEDE PENA SUPERIOR A 40 ANOS DE PRISÃO PARA EIKE BATISTA E SÉRGIO CABRAL
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