Para tentar quebrar o clima de
tensão instaurado nos últimos dias nos três poderes, o presidente Michel Temer
costura nos bastidores a ideia de unir, num mesmo evento, o presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes,
e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Os três
protagonizaram, nos últimos dias, trocas de farpas públicas após a operação da
Polícia Federal nas dependências do Senado na última sexta-feira, que prendeu o
diretor da Polícia Legislativa do Senado e outros três servidores.
Temer pretende colocar os três
lado a lado no evento de lançamento do Pacto Nacional pela Segurança Pública,
previsto para esta sexta-feira. A defesa das propostas englobadas pelo pacto,
na avaliação de integrantes do Palácio, exige a participação de todos e deve
unir o discurso.
O temor do presidente neste
momento é de que os desdobramentos da Operação Métis atrapalhem o andamento da
votação da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece limite de gastos. A
PEC 241 deve ser votada em segundo turno nesta terça-feira, 25, no plenário da
Câmara e em seguida vai para discussão no Senado.
“A preocupação do presidente é
baixar a temperatura da crise. O maior temor do Palácio neste momento é que
esse problema institucional atrapalhe a pauta de votação no Congresso. A PEC do
Teto tem um calendário apertado”, ressaltou um assessor palaciano.
Renan, Moraes e Cármen Lúcia
estão no centro do tensionamento instaurado nos últimos dias. Em entrevista
concedida na segunda-feira, Renan chamou Moraes de “chefete de polícia” após o
ministro afirmar que os agentes da polícia legislativa “extrapolaram” a
competência. O senador também disparou contra o juiz Vallisney de Souza
Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília e que autorizou a operação no Senado,
a quem chamou de “juizeco”.
As declarações de Renan contra o
juiz levaram a ministra Cármen Lúcia a também reagir nesta terça-feira. “Onde
um juiz for destratado, eu também sou”, disse Cármen. A ministra declarou ainda
que o Judiciário exige respeito dos demais poderes da República.
A operação da Polícia Federal
visou a desarticular um grupo, liderado pelo diretor da Polícia do Senado,
Pedro Carvalho, que, segundo as investigações, ‘tinha a finalidade de criar
embaraços às ações investigativas dos federais em face de senadores e
ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência’.
Veja
PARA EVITAR CRISE, TEMER QUER REUNIR RENAN, MORAES E CÁRMEN LÚCIA
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terça-feira, outubro 25, 2016
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