

Há dois meses, os catadores de materiais recicláveis percorrem as ruas da cidade de Luís Eduardo Magalhães, na região oeste, coletando o que pode ser reaproveitado. A cidade possui o programa de Coleta Seletiva Solidária. Todos os dias, uma equipe visita casas cadastrando e orientando os moradores.
“Chegamos e apresentamos uma cartilha para o morador para que ele possa entender como é que funciona o nosso programa. O objetivo é que os moradores separem o lixo reciclável para que os coletores recebam o material”, conta o cadastrador Jony Tavares.
A consciência ambiental começou a existir entre os moradores quando a iniciativa começou a ser praticada. O estudante Maximiniano de Oliveira foi um dos que aprovaram a ideia. “Aqui em casa a gente separa garrafa pet, papelão e plástico”, diz.
O resgate social também faz parte do programa. Hoje, o catador Gilvan dos Santos, que trabalhava no lixão, está mais satisfeito. “Eu me arriscava a trabalhar lá no lixão. Cheiro forte, perigoso, uma agulha, um prego… agora estou trabalhando na cidade, bonito, cheiroso, agora estou mais feliz, com a fé em Deus não é para acabar mais nunca”, comemora.
Para não perder o uniforme e o carrinho, os dez catadores do programa também devem seguir os princípios de uma vida equilibrada. O catador Enivaldo da Silva precisou mudar alguns hábitos de vida. “Se eu não tivesse largado a cachaça não estava aqui trabalhando, esse carrinho aqui não abandono mais não”, revela.
Quando o caminhão enche, o material é descarregado em um terreno próprio, onde a catadora Terezinha Conceição aguarda para fazer a triagem. Até o momento, quase 3 toneladas de material já foram coletados, garantindo cerca de R$1.000,00 de rendimento no trabalho.
Uma das vantagens da coleta seletiva é aproveitar os produtos como a garrafa pet que poderia ficar centenas de anos no lixão. Mas talvez mais importante que isto seja o estímulo ao exercício de cidadania dos moradores e, além disso, possibilitar a estas pessoas um trabalho digno.
“É um trabalho social, porque eles saíram do lixão, de um ambiente que era inapropriado para se trabalhar e estão no projeto”, afirma a Fernanda Aguiar, secretária do Meio Ambiente.
Os catadores integram uma associação. O dinheiro da venda do material das usinas de reciclagem é dividido com todos. Eles apostam na parceria com a população para que o programa continue reciclando produtos e vidas.
“Esse projeto depende de duas partes: a organização do meio ambiente e o salários dos catadores”, relata Paulo Santos, presidente da Associação dos Catadores da cidade.
(Jornal O Expresso de Luis Eduardo)
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sexta-feira, julho 22, 2011
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