CORRENTINA: DEPOIS DO PROTESTO QUE DESTRUIU FAZENDA É HORA DO TIROTEIO VERBAL. SOBROU ATÉ PARA OS ESTADOS UNIDOS
Roberto de Sena
Editor do Mural do Oeste
Para uns foi uma manifestação legítima da sociedade. Para outros, um ato de vandalismo, um atentado contra o direito à propriedade.
Depende do ponto de vista.
O certo é que a invasão da fazenda Igashi, ocorrida dia 2 de novembro em Correntina, alcançou o objetivo que os manifestantes queriam: o assunto entrou na pauta do governo e da mídia e, agora, os olhos de todos se voltam para a região.
Os produtores rurais querem que o governo investigue o que aconteceu, classificam a invasão como um ato de terror e querem punição exemplar para que fatos desta natureza não mais ocorram.
Por outro lado, os manifestantes pedem que o governo investigue também as concessões de outorga de água pois desconfiam da forma pouco transparentes como as coisas são feitas neste setor e, além disso, acusam os fazendeiros de prejudicarem rios que atravessam comunidades centenárias.
Os dois pontos de vista (dos manifestantes e dos fazendeiros), devem ser olhados com a mais profunda seriedade e imparcialidade para que se alcance um equilíbrio e o lado mais forte não engula o mais fraco como é comum acontecer neste parte de baixo do Equador.
É possível compatibilizar os interesses do agronegócio com as pautas sociais dos manifestantes sem que uns prejudiquem os outros e todos possam viver em paz.
Em meio a polêmica chama atenção o que o jornalista Levi Vasconcelos, um dos mais respeitados da Bahia, escreveu em seu blog: "Os produtores dizem que ‘a agressão’, praticada por supostos ambientalistas, pode ser um ato a serviço dos interesses dos EUA, incomodados com a alta produtividade da soja no pedaço e também da qualidade do algodão."
Levi concluiu da seguinte forma: "Se chega a tanto, não se sabe. Mas técnicos que atuam na área dois fatos são consideráveis o estrago foi tão grande que parece ato de terror, mas há também a crise hídrica. Irrigação consome 70% da água disponível."
Volto:
O assunto vem sendo debatido na Câmara Federal por deputados votados na região e que conhecem de perto o problema. O deputado Jutahy Magalhães, considerou a invasão inaceitável e um atentado a democracia. Já o deputado Walmir Assunção saiu em defesa dos manifestantes e disse que também é um atentado à democracia as populações serem privadas do acesso a um bem essencial para a vida humana como é a água
O tiroteio verbal deve render por um bom tempo. Já as providências para pacificar a região precisam ser tomadas com o máximo de urgência. O sinal de alerta foi ligado.
CORRENTINA: DEPOIS DO PROTESTO QUE DESTRUIU FAZENDA É HORA DO TIROTEIO VERBAL. SOBROU ATÉ PARA OS ESTADOS UNIDOS
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