O governo federal
deverá editar nos próximos dias uma medida provisória estabelecendo um programa
de demissão voluntária (PDV) para os servidores públicos do Poder Executivo,
informou o Ministério do Planejamento nesta segunda-feira (24).
As regras ainda
não estão fechadas, mas a proposta inicial é de que os servidores tenham
direito a um salário e meio por ano trabalhado.
O objetivo do
governo é diminuir o valor dos pagamentos para os servidores públicos, em um
momento de fragilidade nas contas públicas.
Na semana
passada, a equipe econômica anunciou o aumento da tributação sobre os combustíveis para tentar
atingir a meta de um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem
contar juros da dívida pública) de até R$ 139 bilhões neste ano.
Além disso,
também anunciou um bloqueio adicional de R$ 5,9 bilhões em gastos no orçamento
deste ano - o que elevou o contingenciamento total para um valor próximo de R$
45 bilhões.
A arrecadação
neste ano tem ficado abaixo da esperada pelo governo. No ano passado, quando
estimou as receitas com impostos e tributos em 2017, o governo previa que a
economia brasileira estaria crescendo em um ritmo mais acelerado, o que não
ocorreu.
Ao promover um
programa de demissão voluntária, o governo mira uma das maiores despesas do
orçamento: os gastos com servidores. Estes são considerados gastos
obrigatórios.
Recentemente, em
entrevista ao G1, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou que este é um
dos focos do governo. A ideia é abrir espaço para demais despesas,
que estão limitadas pelo testo de gastos neste e nos próximos anos.
Nas duas últimas
semanas, por falta de verbas, a Polícia Federal suspendeu a emissão de
passaportes - um projeto já liberou R$ 102,3 milhões para a impressão do
documento o que aconteceu nesta segunda-feira (24). Já a Polícia Rodoviária
Federal reduziu o policiamento nas estradas.
Gastos com servidores
Os gastos da
União com o pagamento de servidores aumentaram nos últimos três anos em relação ao Produto Interno
Bruto (PIB).
No ano passado, o governo
gastou R$ 257,87 bilhões com servidores públicos, o equivalente a 4,1% do
Produto Interno Bruto (PIB). Nos últimos anos, essa despesa vem crescendo. Em
2014, por exemplo, havia somado R$ 222,37 bilhões (3,8% do PIB), passando para
R$ 238,49 bilhões em 2015 (o equivalente a 4% do PIB).
Segundo o
Ministério do Planejamento, o aumento proporcional decorre, principalmente, da
recessão na economia, que gerou queda do PIB nos últimos anos e aumentou o peso
dos gastos com pessoal.
Nos últimos anos,
com a forte deterioração das contas públicas, que vêm registrando rombos
bilionários, o governo não autorizou novos concursos públicos, com
exceção para aqueles que já estavam em andamento ou com autorização anterior.
As restrições orçamentárias
não impediram, porém, o presidente Michel Temer de sancionar a lei que reajusta o salário de oito categorias do serviço público.
Ao todo, 68.149 pessoas serão beneficiadas pelo aumento, entre servidores da
ativa, aposentados e pensionistas. O texto original previa um impacto em 2017
de R$ 3,7 bilhões e de R$ 10,91 bilhões até 2019.
Via: G1
GOVERNO FEDERAL PREPARA PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA PARA SERVIDORES PÚBLICOS
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segunda-feira, julho 24, 2017
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