Por Maglon Ribeiro
Um trabalho eficiente na gestão de pessoas no início de uma nova
administração municipal requer o mapeamento da força de trabalho existente na
prefeitura e ou buscar no cadastro de reserva, que naturalmente o gestor possui
para setores estratégicos da administração, aqueles que não podem parar. O
mapeamento da força de trabalho é um processo de grande importância para a
compreensão da realidade dos recursos humanos da prefeitura, bem como para a
sua otimização. De posse do organograma da prefeitura, a realização deste
mapeamento compreende deste a conhecer a real atribuição das unidades
administrativas e das atividades realizadas por elas, passando pela análise dos
recursos humanos existentes em cada um destes departamento, culminando com a realocação
dos colaboradores. O processo de mapeamento da força de trabalho de uma
prefeitura deve seguir quatro passos fundamentais a serem observados:1.Certificação
ocupacional;2.Mapear e definir as competências essenciais dos servidores;3.Mapear
e definir as competências técnicas para cargos chave;4.Mapear e definir as
competências gerenciais.Trata-se de um processo a ser realizado em cada um dos
órgãos de governo de maneira separada, para que depois se possa construir uma
visão da prefeitura como um todo.
Para realização do mapeamento, um primeiro ponto é a identificação
dos blocos de atividade que envolve cada uma das áreas, sejam elas meio ou
finalísticas, com a verificação dos principais produtos e metas de cada uma. Uma
vez verificados os blocos de atividades, deve ser realizado o levantamento do
número de servidores que atuam em cada um dele, bem como o levantamento do
volume de trabalho, jornada e calculado
o número de servidores, ou seja, a
estrutura de recursos humanos necessária
para que cada bloco de atividades funcione com eficácia ,eficiencia e
efetividade. Identificado o número de servidores, deve ser definido também o
perfil necessário para a força de trabalho em cada bloco de atividade. Cabe, ainda,
um levantamento do perfil dos servidores que já atuam nesses blocos de
atividades.
Com as informações sobre cada bloco de atividades e sobre
cada um dos servidores alocados nos mesmos, é possível perceber as deficiências
na alocação de servidores, como por exemplo, perfil que não seja compatível com
as atividades. Uma vez identificadas as deficiências, cabe a definição de um plano
de ação, que pode contar tanto com a realocação interna de servidores quanto
com um planejamento de contratações ou de redução de pessoal.
Há unidades administrativas e ou equipamentos, como postos de
saúde, CRAS, departamentos setoriais, etc.. que tem importância estratégicas
para fazer o governo andar. Para bloco de atividade dessa natureza precisa-se
encontrar o perfil dos servidores ideal para o cargo chave, (isso se faz com a
devida antecedência) para a gestão não PARAR por falta de pessoas preparadas
para o cargo, e, nesse caso o critério político fica em segundo plano.
A definição das competências essenciais de cada organização ou
de cada município se dá conforme um conjunto de valores que lhes é próprio, e
depende da compreensão de como cada servidor, de carreira ou comissionado, deve
contribuir ao alcance da estratégica municipal.
GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL E A GESTÃO DE PESSOAS - A FORÇA DE TRABALHO DA PREFEITURA
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segunda-feira, abril 10, 2017
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