Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou, nesta
quinta-feira (23), o recurso de apelação do ex-goleiro do Santos Futebol Clube
e filho de Pelé, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, pelo crime de lavagem de
dinheiro e associação ao tráfico de drogas. O órgão condenou Edinho e reduziu a
pena de 33 anos e quatro meses de reclusão para 12 anos e dez meses em regime
fechado. Edinho estava esperando o julgamento da apelação em liberdade.
O TJ-SP recomendou que a 1º Vara Criminal de Praia Grande,
na qual tramitou a ação penal, expeça o mandado de prisão de Edinho. Assim que
for publicado o mandado, Edinho deverá ser preso.
O advogado do ex-goleiro, Eugênio Malavasi, conversou com o
G1 na manhã desta sexta-feira (24) e disse que Edinho irá se apresentar
espontaneamente no 5º DP de Santos assim que sair o pedido de prisão. “Ele já
me falou que assim que sair, ele vai se apresentar. Mas, vamos entrar com um
pedido de habeas corpus para revogar a prisão dele”, falou o advogado.
Os outros envolvidos no processo, com situação idêntica a
Edinho, também tiveram suas penas reduzidas. Além do filho de Pelé, Clóvis
Ribeiro, o "Nai"; Maurício Louzada Ghelardi, o "Soldado";
Nicolau Aun Júnior, o "Véio"; e Ronaldo Duarte Barsotti, o
"Naldinho", foram condenados pelo mesmo crime. Nai deverá cumprir
pena de 15 anos de reclusão. Já Soldado e Nick irão ficar 11 anos e quatro
meses na prisão. Os mandados de prisão dos três também já foram expedidos. "Naldinho"
está sumido e, portanto, é considerado foragido.
O caso
Edinho foi preso com outras 17 pessoas pela Operação Indra
em junho de 2005, realizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos
(Denarc), acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada
por Naldinho, na Baixada Santista. Após seis meses em prisão provisória, foi
solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal
(STF).
Em janeiro de 2006, ele teve a prisão decretada com o
aditamento da denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro.
Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade por causa de uma decisão do
Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em fevereiro, o Ministério Público
denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro, o que resultou em uma nova
prisão, 47 dias após conseguir a liberdade. Depois disso, a Justiça vinha
negando com frequência os pedidos de liberdade feitas por Edinho.
No dia 21 de dezembro de 2006, a ministra Ellen Gracie havia
negado pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-jogador mas, sete dias
depois, os advogados pediram reconsideração da decisão. Edinho saiu da
Penitenciária de Tremembé no dia seguinte.
No dia 30 de maio de 2014, o ex-goleiro foi condenado pelos
crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas após decisão da
juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal de Praia Grande.
Edinho foi preso no dia 7 de julho por não ter apresentado seu passaporte à
Justiça, uma das exigências para permanecer em liberdade até a decisão final da
Justiça. Eugênio Malavasi, advogado de Edinho, conseguiu um habeas corpus para
liberar seu cliente.
Em novembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi detido no Fórum
de Praia Grande, após cumprir a medida cautelar que exigia que ele comparecesse
mensalmente em juízo e registrasse sua rotina. Edinho foi solto no dia
seguinte. A Justiça acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.
G1
TJ-SP SP, PEDE PRISÃO DO EX-GOLEIRO EDINHO POR ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO
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