Por Maglon
Ribeiro
A gestão municipal não pode ser passiva e só administradora
de recursos transferidos. Já está na hora da administração local romper com o
tradicional receituário municipal ligados apenas ao básico da prestação de
serviços sociais e urbanos.
A função administrativa nos municípios menores deve ser proativa,
ou seja, impulsionadora das potencialidades de desenvolvimento endógeno no seu
território.
O primeiro passo nessa direção é organizar e fortalecer a
pequena produção local. Vejo na agricultura familiar o grande diferencial, em
potencial, para que o município deixe de ser um mero expectador ou importador
de produtos essenciais básicos, que podem ser produzidos no seu próprio
território. Para isso é preciso se fazer um trabalho de base promovendo uma
mudança cultural nos agentes produtivos locais.
As Administrações Locais devem incorporar junto ao papel
tradicional como fornecedoras de serviços sociais básicos, outras funções para
favorecer a criação de contextos locais inovadores a fim de contribuir à
criação de empreendimentos e atividades produtivas dinâmicas. Fortalecer a
micro e pequena empresa, dinamizar a agricultura familiar condicionando estes
agentes como fornecedores locais, como
a merenda escolar , por exemplo, é sem dúvida uma grande saída, para o
governo local.
O prefeito (a) desses
municípios precisam incorporar uma visão empreendedora e trazer para o seu
município para a difusão de uma cultura local de empreendedorismo dedicando
esforços ao fortalecimento dos diferentes segmentos produtivos locais.
Necessário se faz elaborar um diagnóstico das
potencialidades do município, explorar de certa forma, a sua vocação econômica,
promover capacitação, organizar os segmentos produtivos em termos de
associação, incentivar o cooperativismo, estabelecendo - a própria prefeitura,
um núcleo de gestão, com objetivo de fomentar e dinamizar os setores produtivos
locais.
As micro e pequenas empresas e a agricultura familiar são
cruciais para a criação de ocupação e renda para amplas camadas da população de
um lugar.
O processo de desenvolvimento econômico local está
condicionado por uma série de fatores:
Recursos humanos capacitados,
Acesso a fontes de financiamento,
Disponibilidade de informações estratégicas empresariais
(conhecimento dos mercados e tecnologias),
Cultura e capacidade empreendedora local,
Desenvolvimento comunitário e institucional.
Todos esses elementos podem ser construídos
territorialmente, para que o território seja um ator fundamental de
desenvolvimento local. Nesse caso o município conta com a cooperação técnica e
parceria do SEBRAE.
Dentro dessa visão estratégica o novo papel do gestor é articular
os atores locais paras um projeto de desenvolvimento, fortalecendo os eixos
produtivos com integração dos pequenos.
O município que trabalhar nesse sentido estará dando um
passo significativo, no momento ideal, que a economia requer, ampliando a
circulação dos recursos no próprio território, com incremento da renda das
famílias e consequente fortalecimento da economia loca.
GESTÃO MUNICIPAL EMPREENDEDORA: A VEZ DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A AGRICULTURA FAMILIAR
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quarta-feira, fevereiro 01, 2017
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