A Embasa apresentou na última quinta-feira (6) os
resultados do empreendimento e do trabalho técnico social desenvolvido durante a
ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Barreiras. O evento, que reuniu
representantes da sociedade civil organizada como presidentes de associações de
bairro, agentes de saúde e profissionais de educação, reforçou sobre a
importância da obra, cuja operação atualmente beneficia 44% dos imóveis da sede
do
município.
Em dois anos, desde a
entrada em operação da ampliação do sistema que atende a cidade, beneficia 22
mil famílias com a coleta e destinação para tratamento dos esgotos domésticos.
Para sair dos 8% de cobertura e chegar a este índice dos 44%, foram investidos
R$ 109 milhões, que possibilitou a construção de uma nova estação de tratamento,
na BR-135, na saída para o Piauí e 263 quilômetros de rede coletora implantada
em 31 bairros de Barreiras. “Toda esta estrutura vai proporcionar uma cobertura
de 65% de toda a cidade”, afirma o fiscal da obra de esgotamento sanitário de
Barreiras, Teobaldo Gomes.
Ao longo dos últimos seis anos, entre fevereiro de
2010 e setembro de 2016, foram diretamente sensibilizados 37,4 mil moradores
para interligarem os seus imóveis à rede de esgotamento sanitário ou com informações
relativas ao empreendimento. Nestes momentos, com a entrega de material
educativo, a população foi orientada como se interligar a rede. “Eles devem
ligar, por exemplo, somente água servida dos banheiros, cozinha e lavanderia, e
manter o escoamento da água de chuva para a rua ou rede de drenagem, além
evitar jogar qualquer tipo de lixo ou gordura na rede de esgoto”, explica a
assistente social Nídia Brotas, que atualmente fiscaliza o trabalho social
ligada à obra de esgoto da Embasa.
A Embasa também atuou ao longo dos últimos anos junto
a 1,3 mil moradores que participaram de 49 reuniões comunitárias; 4,5 mil
crianças e adolescentes mobilizados durante palestras educativas e 177
professores e agentes comunitários de saúde capacitados durante oito oficinas
de multiplicadores de educação ambiental. Ainda dentro do escopo da área
social, foi realizada uma grande reunião pública para a apresentação do
empreendimento e a realização de reuniões com representantes da sociedade civil
intitulada de Comissão de Acompanhamento da Obra (CAO).
“Em todos estes momentos, houve o reforço da
importância da operação da obra de esgotamento sanitário para a melhoria da
qualidade de vida da população com a retirada dos esgotos despejados in natura
nas ruas ou nos canais de água de chuva (drenagem) que vão direto para o rio
Grande”, explica Nídia Brotas.
Sobre a
tarifa de esgoto / A cobrança da tarifa de esgoto, no valor de 80% do
consumo mensal de água, para os imóveis que passaram a ter o esgoto coletado e
tratado, também foi tema de esclarecimento da área social da Embasa. A
lei estadual nº 7.307/98 e o decreto estadual nº 7.765/00 regulamentam a
cobrança, sendo a execução das instalações internas para se ligar à rede de
responsabilidade do proprietário ou morador. A
cobrança foi regulamentada pela legislação para cobrir os custos de operação e
manutenção de todo o sistema, como energia elétrica, equipamentos e pessoal, e
o pagamento dos investimentos de R$ 109 milhões do financiamento e recursos
próprios para a execução da obra que ampliou o sistema.
A cobrança da tarifa de esgoto na Bahia segue a média das demais concessionárias. Em
nove estados brasileiros, a exemplo daqueles que estão localizados no Nordeste,
como Alagoas, Maranhão e Pernambuco, e no Sul-Sudeste, como Rio, São Paulo e
Santa Catarina, as legislações estaduais permitem a cobrança de 100% no valor
da conta de água. Assim como a Embasa, na Bahia, outras seis concessionárias
cobram 80%, a exemplo do Ceará, Paraíba e Paraná. Em estados vizinhos à Bahia,
Distrito Federal cobra 100%, Goiás, 93%, e Tocantins, 80%, no consumo mensal de
água.
Em Barreiras,
cerca de 70% da população paga a faixa mínima de consumo (até 10 mil litros
de água). Aqueles enquadrados na tarifa residencial normal, cuja faixa
mínima custa R$ 25,30, passam a remunerar pelos serviços de água e esgoto R$ 45,54 por mês. Os inscritos no programa Bolsa
Família, beneficiados pela tarifa social, pagam R$ 11,30 na tarifa de água e,
com o atendimento de esgoto, remuneram R$ 20,34 mensais.
Estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre
impactos da economia na renda da população, mostram que os serviços de água e esgoto, juntos, impactam menos na renda mensal familiar do que
outros serviços essenciais como energia elétrica, transporte público,
combustível, internet e telefonia móvel, por exemplo.
Assessoria
de Comunicação da Embasa
EMBASA APRESENTA RESULTADOS DA CONCLUSÃO DA OBRA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE BARREIRAS
Reviewed by Mural do Oeste
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sexta-feira, outubro 14, 2016
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