Com o fim da obra
de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Barreiras, que implantou
cerca de 263 quilômetros de rede em toda a cidade, a sede municipal passa a
contar com 31 bairros atendidos com a cobertura do serviço. Somente este ano,
seis novos bairros – Antônio Geraldo, Loteamento São Paulo, Morada da Lua,
Renato Gonçalves, Recanto dos Pássaros e Vila Regina - passaram a contar com a
coleta e tratamento de esgotos domésticos.
Nos últimos dois
anos, o sistema também entrou em operação em regiões acima da Avenida Antônio
Carlos Magalhães (do Centro Comercial até o Flamengo, passando pela Sandra
Regina e Jardim Ouro Branco) e acima da Avenida Clériston Andrade (saindo do
São Miguel e JK em direção ao Rio Grande, Santa Luzia e Vila Nova). A expansão
da rede em toda a cidade contribuiu para o incremento da cobertura do serviço
de esgotamento sanitário, que hoje alcança 44% de toda a sede municipal.
Segundo o gerente
regional da Embasa, Francisco Araújo Andrade, a empresa vem trabalhando para
mobilizar a população para que sejam interligados os esgotos domésticos dos
imóveis à rede existente. “Além da sensibilização do trabalho da área social, foram
executados nos últimos cinco meses 3,5 mil novos ramais à rede coletora. A empresa
beneficia atualmente 22,8 mil famílias com coleta e tratamento de esgoto”,
afirma. O governo do estado e a Embasa estão
investindo R$ 3,5 milhões para garantir seis mil novas ligações até o final do
ano em Barreiras.
A
cidade, segundo Andrade, saiu de uma cobertura histórica de 8% de cobertura do
serviço de esgoto para 44%, quando foi iniciada há dois anos a operação da obra
de ampliação. Nesta época, teve início o funcionamento da nova estação de
tratamento e a prestação do serviço nos bairros Vila Rica, Vila dos
Funcionários e Vila Amorim. O Governo do Estado e a Embasa investiram R$
109 milhões, sendo R$ 78 milhões recursos financiados via FGTS/Caixa
Econômica Federal e R$ 31 milhões próprios da empresa.
Considerada
um dos maiores investimentos em toda a Bahia, a obra de ampliação do sistema de
esgotamento sanitário de Barreiras reformulou o sistema já existente na cidade
ao construir uma moderna estação de tratamento de esgoto - com capacidade para
processar uma vazão média de 266 litros/segundo - cinco novas estações
elevatórias (estruturas para bombear o esgoto para tratamento) e 263
quilômetros de rede coletora implantada em 30 bairros de Barreiras.
Sobre a cobrança da tarifa - Para
cobrir os custos de operação e manutenção de todo o sistema, como energia
elétrica, equipamentos e pessoal, e o pagamento dos investimentos do
financiamento e recursos próprios para a execução da obra que ampliou o sistema,
a legislação respalda a cobrança da tarifa de esgoto, no valor de 80% no valor
do consumo mensal de água. A Lei Estadual nº 7.307, de 1998, regulamentada pelo
Decreto de Lei nº 7.765, de 2000, determina a tarifa de esgoto no valor de 80%
do valor de água consumida no mês para usuários de redes coletoras
convencionais.
Já a
Lei Nacional de Saneamento Básico nº 11.445 de 2007 permite e exige a cobrança,
por meio da tarifa de água e esgoto, para que as concessionárias públicas
estaduais garantam o equilíbrio econômico-financeiro para a prestação dos
serviços. A cobrança da tarifa de esgoto na Bahia segue a média das demais
concessionárias. Em nove estados brasileiros, a exemplo daqueles que estão
localizados no Nordeste, como Alagoas, Maranhão e Pernambuco, e no Sul-Sudeste,
como Rio, São Paulo e Santa Catarina, as legislações estaduais permitem a
cobrança de 100% no valor da conta de água. Assim como a Embasa, na Bahia,
outras seis concessionárias cobram 80%, a exemplo do Ceará, Paraíba e Paraná.
Em estados vizinhos à Bahia, Distrito Federal cobra 100%, Goiás, 93%, e
Tocantins, 80%, no consumo mensal de água.
Em
Barreiras, cerca de 70% da população paga a faixa mínima de consumo (até
10 mil litros de água). Aqueles enquadrados na tarifa residencial normal,
cuja faixa mínima custa R$ 25,30, passam a remunerar pelos serviços de água e
esgoto R$ 45,54 por mês. Os inscritos no programa Bolsa Família, beneficiados
pela tarifa social, pagam R$ 11,30 na tarifa de água e, com o atendimento de
esgoto, remuneram R$ 20,34 mensais. Estudos do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), sobre impactos da economia na renda da
população, mostram que os serviços de água e esgoto, juntos, impactam menos na
renda mensal familiar do que outros serviços essenciais como energia elétrica,
transporte público, combustível, internet e telefonia móvel, por exemplo.
Bairros onde
a rede de esgoto está em operação / 29 de Julho, Antônio Geraldo, Arboreto I e II, Bandeirante, Barreiras I,
Bela Vista, Cascalheira, Centro (Histórico e Comercial), Jardim Ouro Branco,
Flamengo, Loteamento São Paulo, Morada da Lua, Novo Horizonte, Recanto dos
Pássaros, Renato Gonçalves, Ribeirão, Rio Grande, São Pedro, Sandra Regina,
Santa Luzia, São Francisco, São Paulo, São Sebastião, Santo Antônio, Serra do
Mimo, Vila Brasil, Vila Dulce, Vila Rica, Vila Regina, Vila dos Funcionários e
Vila Amorim.
Assessoria de
Comunicação da Embasa
REDE DE ESGOTO ALCANÇA 31 BAIRROS DE BARREIRAS
Reviewed by Mural do Oeste
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quinta-feira, setembro 22, 2016
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