Após a infecção por catapora, o vírus da varicela permanece oculto no organismo, durante a infância, mas pode voltar a se manifestar na fase adulta trazendo muitas dores e incômodo. Essa reativação do agente causa a doença chamada Herpes-zóster, também conhecida como cobreiro.
Os principais sintomas são manchas vermelhas na pele, com coceira e formigamento em um dos lados do rosto ou corpo (região do tórax dorso-costas), seguidas por pequenas bolhas que seguem o caminho do nervo, causando dor insuportável (neurite pós-herpética).
O tratamento é longo, com medicação de alto custo, mas os resultados podem não ser satisfatórios. Alguns quadros clínicos podem também apresentar lesões oculares, levando até a perda de visão.
Estudos científicos estimam que o Herpes-zóster afeta um a cada três indivíduos no decorrer da vida, chegando a 50% entre as pessoas que atingem os 85 anos de idade, sendo que mais de dois terços dos casos ocorrem após os 50 anos.
O infectologista e responsável técnico pelo serviço de vacinas do Laboratório Sabin, Claudilson Bastos, explica que a doença pode surgir com gravidade em alguns casos clínicos. “Por estar diretamente relacionada a queda da imunidade, que ocorre naturalmente com o envelhecimento, a doença atinge com maior frequência e gravidade nas faixas etárias mais avançadas”, esclarece.
O Herpes-zóster também é mais comum em pacientes com imunossupressão celular, ou seja, pessoas com imunidade reduzida por causa de outras doenças ou tratamentos. Entretanto, a vacina é contraindicada para pacientes com estados de imunode?ciência primária ou adquirida causados por doenças como leucemias, linfomas, HIV/Aids, de?ciências imunológicas celulares ou terapêuticas (quimioterapias, corticosteroides sistêmicos em doses elevadas). A vacina deve ser evitada também na gravidez e nos indivíduos com tuberculose ativa ainda não tratada.
A vacina, que é a única forma de prevenção da doença, já é amplamente utilizada nos Estados Unidos há oito anos, mas passou a ser disponibilizada no Brasil este ano, apenas em clínicas particulares. A especialista lembra que o risco de contaminação ocorre apenas nas pessoas que já contraíram o vírus da varicela. “A vacinação contra a catapora na infância pode prevenir a doença”, ressalta.
“A imunização é indicada para pessoas acima de 50 anos e portadoras de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. A vacina é específica para o vírus Herpes-zóster, em dose única. Em outras faixas etárias, a vacina só deve ser aplicada com indicação médica”, explica Claudilson Bastos.
Quem já adquiriu o vírus também pode se vacinar, desde que esperem de seis a 12 meses, após a doença, para aplicação da vacina. “Esta recomendação baseia-se na verificação de que, provavelmente, quem teve um episódio recente do Herpes-zóster pode reforçar a imunidade pela própria doença e diminuir a eficácia da vacina. Por precaução, deve-se esperar o tempo estabelecido, o que poderá ser mais eficiente”, completa.
O infectologista ressalta ainda que esta vacina pode ser aplicada simultaneamente a outras vacinas de vírus vivos e inativados, incluindo aquelas rotineiramente recomendadas para pessoas a partir de 50 anos, como as vacinas contra a gripe e as doenças pneumocócicas.
Texto & Cia Assessoria de Comunicação
VACINA CONTRA HERPES-ZÓSTER JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO BRASIL
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