Ética é o nome dado a ramo da filosofia dedicada aos assuntos morais. A palavra deriva do grego e significa "aquilo que pertence ao caráter". Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus e costumes recebidos, a ética busca fundamental o "bom modo de viver", portanto seria uma espécie de "ciência da conduta." O bom da wikipédia é isso. Em segundos, você adquire "conhecimento" para arrasar em qualquer rodinha e, quem sabe, até conseguir algo nobre e elevado, como uma boa noite de sexo. Afinal sempre tem quem goste de papo-cabeça. Dá para parecer bacanão pontificando sobre a falta de valores que nos assola, éticacetera e tal.
Um dos aspectos menos abordados e mais presentes nessa discussão é que, ao que parece, para uma certa galera (que, infelizmente, não é pequena) e em determinados ambientes (que também não são poucos) ética é uma coisa que deve ser cobrada por quem é de esquerda e devida, apenas, por quem está no outro lado do "espectro ideológico". Começando pelo tal código de conduta, vejamos o maior dos consensos: "não matarás". Na competição dos tiranos psicopatas de cada lado, os de direita sempre parecem mais odiosos e vis que os de la sinistra, mesmo quando os de cá matam dezenas de vezes mais do que os de lá. Quem usaria uma camiseta de Pinochet (tirando sua vestuta e diminuta tchurma)? Quantos não acharam (e ainda acham) Mao e Che ídolos pop?
Se matar é feio, torturar também, mas, para essa mesma rapaziada, uma coisa é ser uma "vítima dos porões da ditadura militar" outra é toda uma população exilada com dezenas de milhares de torturados e fuzilados sumários.
No primeiro caso, temos um bravo companheiro que merece uma justa (e polpuda) indenização. No outro, são só repulsivos traidores da gloriosa revolução cubana, que, depois de mais de meio século, conseguiu a fantástica proeza de transformar Cuba de um prostíbulo rico em um prostíbulo pobre.
Para nossa inteligentzia (??!!) o que indigna, eticamente, na Castrolândia, não são décadas de uma tirania patética e homicida, e sim apenas, Guantânamo. Cuba são duas prisões abjetas. Guantânamo e Cuba (dizem que na primeira as filas para se conseguir comida são menores). Mas como só uma é propriedade dos imperialistas, apenas essa é objeto de repulsa "ética".
Se matar, torturar e tiranizar é condenável apenas se o "protagonista" não for da mesma causa/partido/movimento/milícia e sequestrar também pode (vide a convivência que as Farc tiveram em determinados "meios" durante tanto tempo), o que dizer de atos "menores", como roubar, superfaturar, desviar verbas? Nota fria, orçamentos descabidos e outras "práticas abusivas" só são repulsivas quando praticadas por seres idem, como os Barbalhos, Canaleiros e Ribamares de sempre.
Um dos aspectos menos abordados e mais presentes nessa discussão é que, ao que parece, para uma certa galera (que, infelizmente, não é pequena) e em determinados ambientes (que também não são poucos) ética é uma coisa que deve ser cobrada por quem é de esquerda e devida, apenas, por quem está no outro lado do "espectro ideológico". Começando pelo tal código de conduta, vejamos o maior dos consensos: "não matarás". Na competição dos tiranos psicopatas de cada lado, os de direita sempre parecem mais odiosos e vis que os de la sinistra, mesmo quando os de cá matam dezenas de vezes mais do que os de lá. Quem usaria uma camiseta de Pinochet (tirando sua vestuta e diminuta tchurma)? Quantos não acharam (e ainda acham) Mao e Che ídolos pop?
Se matar é feio, torturar também, mas, para essa mesma rapaziada, uma coisa é ser uma "vítima dos porões da ditadura militar" outra é toda uma população exilada com dezenas de milhares de torturados e fuzilados sumários.
No primeiro caso, temos um bravo companheiro que merece uma justa (e polpuda) indenização. No outro, são só repulsivos traidores da gloriosa revolução cubana, que, depois de mais de meio século, conseguiu a fantástica proeza de transformar Cuba de um prostíbulo rico em um prostíbulo pobre.
Para nossa inteligentzia (??!!) o que indigna, eticamente, na Castrolândia, não são décadas de uma tirania patética e homicida, e sim apenas, Guantânamo. Cuba são duas prisões abjetas. Guantânamo e Cuba (dizem que na primeira as filas para se conseguir comida são menores). Mas como só uma é propriedade dos imperialistas, apenas essa é objeto de repulsa "ética".
Se matar, torturar e tiranizar é condenável apenas se o "protagonista" não for da mesma causa/partido/movimento/milícia e sequestrar também pode (vide a convivência que as Farc tiveram em determinados "meios" durante tanto tempo), o que dizer de atos "menores", como roubar, superfaturar, desviar verbas? Nota fria, orçamentos descabidos e outras "práticas abusivas" só são repulsivas quando praticadas por seres idem, como os Barbalhos, Canaleiros e Ribamares de sempre.
Quando são os Dirceus, os "movimentos sociais" (quase todos em direção ao caixa), a sindicatocracia, os ONGs (Organizações Não Gratuitas), aí é tudo complô da mídia. Vida boa né?
ÉTICA É PARA OS OUTROS, ARTIGO DE CLÁUDIO MANOEL, DO CASSETA E PLANETA, PUBLICADO NA REVISTA ALFA
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domingo, maio 27, 2012
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