"Eu sou o Leão da Bahia e daqui ninguém me tira!". ACM certa vez afirmou que a Bahia era sua e ninguém a tiraria de suas mãos. Pois bem, como se a vitoria de Jaques Wagner, em 2002, ao cargo de chefe do poder Executivo do estado da Bahia, já não fosse uma derrota sofrida, e o sinal da ruína do Império do Carlismo, agora mais de 3.000 pessoas se reúnem em uma mobilização para exigirem a independência política e econômica da - até então - região Oeste da Bahia. Apesar de ACM não estar mais entre nós, há que se observar que a futura criação do estado do Rio São Francisco simboliza a morte de uma política baseada no coronelismo e na alegria passageira do carnaval.
Enquanto deteve o poder ACM manteve a política baiana sobre rédeas curtas. Os prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores e o governador da Bahia eram sempre todos, ou quase todos, do seu grupo político. Com a morte de ACM, não surgiu ninguém de tal grupo que tivesse a capacidade de manter a política baiana no mesmo rumo. Seu sucessor mais talentoso preferiu adotar uma nova forma de fazer política. Diferente do avô, ACM Neto conquista o eleitorado sem utilizar dos mesmos métodos de seu avô. Recentemente ACM Neto foi escolhido um dos jovens mais formadores de opinião do Brasil, tudo fruto de uma política moderna e voltada mais a questionamentos muito contundentes aos partidos da situação, ganhando muito mais admiradores em redes sociais da internet.
Com ACM, Salvador teve sua infraestrutura transformada e se tornou um dos melhores carnavais do mundo. Só. O restante da Bahia viveu sempre ao "Deus dará". A região Oeste, um verdadeiro potencial em grãos e negócios, somente serviu para que com os frutos da riqueza de nossa terra fossem investidos na capital. A preocupação com o turismo da Chapada Diamantina foi aos poucos sendo voltada somente a capital. A riqueza do cacau da região Sul, da mesma forma, foi toda investida na capital, e por consequência as lideranças políticas da época chegaram a sonhar com a criação de um novo estado, ali no Sul da Bahia, porém o coronelismo conseguiu dar um cala a boca em todos.
No entanto, apesar da morte de ACM ter representado o fim do Império do Carlismo, não representa de fato o fim do Império do Medo Carnavalizante que assola todas as regiões da Bahia, exceto claro Salvador. Até quando veremos o dinheiro do interior ser todo direcionado a projetos na capital, e exclusivamente na capital, até quando veremos o carnaval representar a Bahia, a Bahia das greves dos professores, da péssima merenda escolar, da ridícula segurança pública - se é que isso ainda existe por aqui.
O futuro do Oeste não será mais decidido na Capital. Que o estado do Rio São Francisco tenha sim um bom carnaval, mas que o Brasil e o mundo nos reconheça pelo nosso potencial econômico, social e cultural; e não só por propiciar aos turistas cinco dias de embriaguez.
Victor Sena.
Enquanto deteve o poder ACM manteve a política baiana sobre rédeas curtas. Os prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores e o governador da Bahia eram sempre todos, ou quase todos, do seu grupo político. Com a morte de ACM, não surgiu ninguém de tal grupo que tivesse a capacidade de manter a política baiana no mesmo rumo. Seu sucessor mais talentoso preferiu adotar uma nova forma de fazer política. Diferente do avô, ACM Neto conquista o eleitorado sem utilizar dos mesmos métodos de seu avô. Recentemente ACM Neto foi escolhido um dos jovens mais formadores de opinião do Brasil, tudo fruto de uma política moderna e voltada mais a questionamentos muito contundentes aos partidos da situação, ganhando muito mais admiradores em redes sociais da internet.
Com ACM, Salvador teve sua infraestrutura transformada e se tornou um dos melhores carnavais do mundo. Só. O restante da Bahia viveu sempre ao "Deus dará". A região Oeste, um verdadeiro potencial em grãos e negócios, somente serviu para que com os frutos da riqueza de nossa terra fossem investidos na capital. A preocupação com o turismo da Chapada Diamantina foi aos poucos sendo voltada somente a capital. A riqueza do cacau da região Sul, da mesma forma, foi toda investida na capital, e por consequência as lideranças políticas da época chegaram a sonhar com a criação de um novo estado, ali no Sul da Bahia, porém o coronelismo conseguiu dar um cala a boca em todos.
No entanto, apesar da morte de ACM ter representado o fim do Império do Carlismo, não representa de fato o fim do Império do Medo Carnavalizante que assola todas as regiões da Bahia, exceto claro Salvador. Até quando veremos o dinheiro do interior ser todo direcionado a projetos na capital, e exclusivamente na capital, até quando veremos o carnaval representar a Bahia, a Bahia das greves dos professores, da péssima merenda escolar, da ridícula segurança pública - se é que isso ainda existe por aqui.
O futuro do Oeste não será mais decidido na Capital. Que o estado do Rio São Francisco tenha sim um bom carnaval, mas que o Brasil e o mundo nos reconheça pelo nosso potencial econômico, social e cultural; e não só por propiciar aos turistas cinco dias de embriaguez.
Victor Sena.
ESTADO DO RIO SÃO FRANCISCO: A PÁ DE CAL SOBRE O IMPÉRIO DO MEDO CARNAVALIZANTE
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terça-feira, agosto 23, 2011
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A Bahia assim como em outros estados brasileiros aos poucos vai se "livrando" do Coronealismo, seja pela morte ou revolta popular, mas é fato que nem sempre ha uma renovação,já que praticas politicas não são extintas por aqueles que entram, apenas remodeladas. Espera-se que junto com a criação do Estado do Rio São Francisco, nasça um novo jeito de governar, de fazer política, para que possamos nos orgulhar da nossa democracia e do nosso novo estado, já que mais do que apenas motivos econômicos, as razões para tal, seja politico e cultural. A expectativa para o novo estado é grande, pois o povo do interior, mais especificamente da região oeste terá identidade, já que fora do estado (Bahia) não somos conhecidos ou lembrados, pois a Bahia por completo se resume apenas a Salvador, o turismo da Bahia é apenas o Elevador Lacerda e o Pelourinho, e se quer lembram-se das nossas cachoeiras, rios, ou das grutas em São Desidério. Por fim, o povo espera ansioso pela sua carta de alforria.
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