
PARA UMA MULHER
Roberto de Sena
Posso te chamar de minha renascença
De meu iluminismo
Minha revolução industrial
e, ainda assim, não direi tudo
Posso te chamar de reforma agrária do meu desejo
submeto meus olhos
a hirarquia do seu corpo
faço dos teus olhos
o meu slogan
faço da tua boca o meu sindicato
é tua boca que me protege de mim mesmo
e soletra o nome de meu desamparo
Posso te chamar de semana de arte moderna
Pagu, Anita Malfatti, Tarsyla do Amaral. Metáfora minha.
Bossa Nova, Jovem Guarda, cinema novo,
tropicalismo e mangue beat
Posso contemplar teu rosto
da forma de Ferreira Gullar diante da poesia concreta
e em tua face resplandescer a poesia de cordel
Faço de ti a palavra impressa nos meus olhos
com letras de abismo e delírio
Posso andar sobre a tua voz
e fazer da tua voz o meu lençol nas noites úmidas
Posso te chamar de ocasos
e migração de nuvens
no tempo do estio
sinto a madrugada nos seus cabelos
e faço da madrugada a roupa
que usarei para lutar contra a solidão e o abismo
Posso te chamar de irmã do sol
corda que utilizarei para alçar-me as estrelas
e dormir em um cama de nuvens.
Roberto de Sena
Posso te chamar de minha renascença
De meu iluminismo
Minha revolução industrial
e, ainda assim, não direi tudo
Posso te chamar de reforma agrária do meu desejo
submeto meus olhos
a hirarquia do seu corpo
faço dos teus olhos
o meu slogan
faço da tua boca o meu sindicato
é tua boca que me protege de mim mesmo
e soletra o nome de meu desamparo
Posso te chamar de semana de arte moderna
Pagu, Anita Malfatti, Tarsyla do Amaral. Metáfora minha.
Bossa Nova, Jovem Guarda, cinema novo,
tropicalismo e mangue beat
Posso contemplar teu rosto
da forma de Ferreira Gullar diante da poesia concreta
e em tua face resplandescer a poesia de cordel
Faço de ti a palavra impressa nos meus olhos
com letras de abismo e delírio
Posso andar sobre a tua voz
e fazer da tua voz o meu lençol nas noites úmidas
Posso te chamar de ocasos
e migração de nuvens
no tempo do estio
sinto a madrugada nos seus cabelos
e faço da madrugada a roupa
que usarei para lutar contra a solidão e o abismo
Posso te chamar de irmã do sol
corda que utilizarei para alçar-me as estrelas
e dormir em um cama de nuvens.
POESIA PARA O FIM DE SEMANA
Reviewed by Mural do Oeste
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sábado, janeiro 22, 2011
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Uma das poesias mais lindas que já desfrutei. Parabéns ao poeta, que assim como Mario Quintana, entende que um verdadeiro poema continua sempre...
ResponderExcluirCathy Rodrigues
cathyannesr@hotmail.com
ps. se tiver mais lindezas como está, favor enviar ao meu e-mail. obrigada, e mais uma vez, parabéns.