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BARREIRAS: COMO A VERBA DO PRESÍDIO FOI PARA LUÍS EDUARDO

Texto de Roberto de Sena.


O vereador Hipólito Passos de Deus narrou com detalhes como a verba do presídio de Barreiras, de forma surrealista, foi parar em Luís Eduardo Magalhães. Conta o vereador que esteve primeiro em Salvador cobrando a construção do presídio, no início deste ano, e recebeu do secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte, a garantia de que a obra seria iniciada em, no máximo 30 dias, já que a verba  estava na conta do governo.

Passaram-se os 30 dias, e o vereador não percebeu qualquer movimentação que indicasse o início da obra. Preocupado, retornou a Salvador e mais uma vez teria sido enrolado com uma conversa pra boi dormir de que a obra estava prestes a ser inciada. Ressabiado, Hipólito convidou o vereador Alcione Rodrigues e juntos decidiram ir à Brasília, verificar o que realmente estava ocorrendo e por quais razões o presídio de Barreiras não se tornava realidade, uma vez que esse é um clamor público da sociedade.


No Ministério da Justiça, foram surpreendidos com a informação de que a verba do presídio de Barreiras havia sido transferida para um Centro de Detenção Provisória em Luís Eduardo Magalhães. De Brasilia, os dois edis, entraram em contato com o Mural do Oeste, que publicou, em primeira mão, os documentos enviados por eles.

O fato deixou Barreiras estarrecida. Ainda, segundo o vereador Hipólito, o que aconteceu foi o seguinte: a verba repassada pelo governo federal tinha um prazo de seis anos para que o governo baiano apresentasse o projeto e começasse a obra do presídio. Nesses seis anos, o governo da Bahia foi incapaz de fazer o projeto. Com isso, neste mês de outubro se encerraria o prazo e o dinheiro teria que voltar para os cofres do Governo Federal. Desesperado, o secretário Nestor Duarte encontrou uma solução, cuja emenda saiu pior do que o soneto. Para não perder o dinheiro, transferiu a verba para Luís Eduardo Magalhães. E o que é mais grave: o fez sem informar aos deputados, mesmo os da base governista, que representam o Oeste baiano na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara Federal. Pelo jeito, até o PT de Barreiras, que faz parte do governo municipal, levou uma bola nas costas e entrou de gaiato no navio. 

Agora o bafafá está formado e cresce a cada dia. O secretário Nestor Duarte marcou vinda à Barreiras dia 16, quando deverá falar no plenário da Câmara Municipal sobre a confusão que fez. Ele afirmou, através de nota, que irá assinar ordem de serviço para o início imediato das obras do presídio.

Segundo o secretário, o Governo do Estado, além de alterar o projeto, ampliando-o para 533 vagas, definiu-se pelo método construtivo modular, ao custo de R$21.743.600,00,  obra a ser realizada em sete meses, com início iminente, tão logo a Secre­taria do Tesouro Nacional libere a aprovação do financiamento negociado pelo Estado, com o Banco do Brasil, já com autorização legislativa concedida, es­tando todos os estudos e projetos concluídos.

Pergunta-se: como o secretário dará ordem de serviço para a construção do presídio se ainda depende (conforme a própria nota do secretário) de liberação do financiamento negociado pelo Estado com o Banco do Brasil?

São por essas e outras que muitos dizem que o secretário virá à Barreiras explicar o inexplicável. Esse caso do presídio desgasta a imagem do governo do Estado e poderá ter repercussões indigestas nas eleições de 2014. Ou se repara o estrago agora, ou o prejuízo será incalculável. Tanto do ponto de vista da segurança pública para o povo de Barreiras, quanto para o próprio governo Wagner.  Tomara que no dia 16 o secretário tire da cartola uma solução mágica e acabe com o impasse. É isso que o povo de Barreiras quer.
BARREIRAS: COMO A VERBA DO PRESÍDIO FOI PARA LUÍS EDUARDO BARREIRAS: COMO A VERBA DO PRESÍDIO FOI PARA LUÍS EDUARDO Reviewed by Mural do Oeste on quarta-feira, outubro 02, 2013 Rating: 5

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